Uma reflexão a caminho do 54.º Congresso Eucarístico Internacional (Sydney, 2028)
Uma das coisas mais preciosas que podemos oferecer a quem amamos é o nosso tempo.
Simplesmente, a nossa presença.
É esse o coração da adoração eucarística.
Quando entramos numa igreja e ficamos diante do Santíssimo Sacramento, não estamos só à procura de um lugar sossegado para pensar. Estamos na presença de Jesus Cristo, verdadeiramente presente na Eucaristia.
E Ele convida-nos a ficar um pouco.
No meio do barulho, das listas de tarefas e das preocupações do dia a dia, pede-nos apenas que estejamos com Ele.
Podemos ler uma passagem da Escritura, rezar por alguém de quem gostamos, agradecer uma graça recebida ou falar abertamente com Jesus sobre o que nos pesa no coração.
Às vezes nem são precisas palavras.
Como escreveu São João Paulo II sobre a adoração eucarística:
«É bom demorar-se com Ele.» (Ecclesia de Eucharistia, 25)
A adoração eucarística não está separada da Missa nem a substitui. Pelo contrário, aprofunda a nossa relação com Aquele que recebemos na Comunhão. O tempo passado na Sua presença ajuda-nos a levar o Seu amor mais plenamente às nossas famílias, paróquias e comunidades.
Um caminho que começa na Austrália e nos inclui a todos
Em 2028, Sydney vai acolher o 54.º Congresso Eucarístico Internacional, com o tema escolhido pelo Papa Leão XIV: «Isto é o Meu Corpo, entregue por vós». Este ano, as paróquias de toda a Austrália começaram a preparação com uma Hora Santa nacional, que abriu um Ano de Oração.
É uma lembrança de que esta peregrinação é mais do que preparar um encontro do outro lado do mundo. É preparar o coração. E nisso todos podemos participar, onde quer que estejamos.
Por isso, deixamos-lhe este convite: faça da adoração parte do seu caminho.
Comece devagar. Fique em silêncio. Dê a Jesus o seu tempo.
Não precisa de palavras perfeitas nem de uma experiência espiritual extraordinária. Basta estar lá e abrir-Lhe o coração.
Renovados. Transformados. Enviados.


